O meu "last goodbye" a Jeff Buckley

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O calendário marca dia 29 de maio de 1997, Jeff Buckley, um promissor cantor, compositor e guitarrista, e seu amigo e roadie, Keith Foti, caminham em direção a um estúdio na cidade de Memphis, onde Jeff tem encontro marcado com a sua banda, para gravação de seu segundo álbum, intitulado "My sweetheart the drunk". Mas antes decidem descansar ao pé do rio Wolf, afluente do rio Mississipi. Jeff Buckley, sempre desafiante, entra nas águas do rio com a roupa vestida e as botas calçadas, apesar dos receios e avisos de Keith Foti.
Num rádio portátil, Foti pode ouvir Jeff Buckley entoar em voz alta "Whole lotta love" do Led Zeppelin, brincando com a forma própria de Robert Plant cantar. Keith Foti tenta afastar o rádio para evitar que este seja danificado pelas ondas provocadas pelos barcos que por ali passam. Quando se vira, já não vê Jeff. Naquela altura, só as luzes da cidade iluminam as tristes águas do rio Wolf (é a natureza tem estranhas formas de mostrar a sua raiva).
O corpo de Jeff Buckley só foi encontrado seis dias mais tarde, perto da nascente do rio Mississippi. "O homem que sabia demasiado acerca da vida e do amor havia sucumbido prematuramente e de forma trágica", era o que, amarguradamente, noticiava os jornais na manhã do dia 4 de junho de 1997.


Em plena década de noventa, época em qual o grunge reinava soberano (com as suas camisas de flanela), surge Jeff Buckley, um rapaz de voz intensa e poderosa, que se consagrou como um dos maiores cantores (para mim, de todos os tempos) e é considerado pelos críticos como umas das mais promissoras revelações musicais de sua época.



Jeffrey Scott Buckley nasceu em 17 de novembro de 1966, em Anaheim, Califórnia; filho de Mary Guilbert, uma pianista e violoncelista com formação clássica, e Tim Buckley, uma lenda do folk.
Jeff, desde cedo, buscava de todo modo fugir da sombra do pai, através de uma vasta influência sonora, passando por estilos, muitas vezes, díspares (para se ter uma idéia da miríade de sonoridades que Jeff repassava para suas composições: no seu primeiro EP, intitulado "Live at Sin-é", ele gravou versões covers do irlandês Van Morrisson, da francesa Edith Piaf, do paquistanês Nusrat Fateh Ali Khan entre outros músicos de peso no cenário mundial, como Bob Dylan, Billie Holiday, Johnny Mathis), o que (pelo menos em sua cabeça) não lhe dava margem a qualquer comparação, apesar das gritantes semelhanças físicas, dos gestos (do talento).
Talvez o que tenha determinado com que Jeff apresentasse certa resistência em trilhar os passos do pai e buscasse, exaustivamente, escrever seu próprio caminho, seja por ele, não concordar com a forma com que seu pai tinha de encarar a vida. Primeiramente, Tim preferiu abrir os braços à música e o abandonou quando tinha ainda poucos meses. Posteriormente, quando Jeff havia completado oito anos e os laços entre pai e filho começavam a se estreitar, Tim Buckley morre de overdose com heroína e morfina (não sei explicar o que de fato passava na sua cabeça, mas talvez o conceito de mártir não o seduzisse).
Após graduar-se na Loara High School em 1984, Jeff decide que a música seria o caminho certo a seguir e, mais uma vez, tentando evitar qualquer comparação paterna, inicia um estudo meticuloso de guitarra no Guitar Institute of Technology, mas restringe o canto a raros momentos entre família. É também nesse momento que, por influência de sua mãe e padrasto, que Jeff tem contado com o trabalho de Joni Mitchell, Led Zeppelin, Jimi Hendrix, Pink Floyd e The Who.
Após terminar o curso, diversas oportunidades surgem na vida do recém-formado músico. Este começa a trabalhar num hotel e nas horas vagas incursiona-se como guitarrista (e em raros momentos como "backing vocal") em várias bandas com estilos um tanto que ambíguos (desde jazz, rhythm and blues, funk, reggae, heavy metal até dancehall que é um estilo musical jamaicano que mistura rap e reggae). A essa altura, Jeff começa buscar a sua própria personalidade musical, e com isso, conhece o trabalho do paquistanês Nusrat Fateh Ali Khan o qual passar a ter um grande prestígio, fazendo sempre versões covers em suas apresentações.


Nesse meio de tempo, o ex-produtor de seu pai, Herb Cohen, oferece-lhe uma ajuda, a qual resulta na gravação de sua primeira fita demo, chamada "Babylon dungeon sessions" que conta com quatro músicas apenas: "Radio", "Strawberry street" (que posteriormente foi compilada para o álbum "Grace: legacy edition") e a primeira versão de "Eternal life" e "Last goodbye" (que na época se chamava "Unforgiven"). O principal objetivo de Cohen e Jeff com a fita demo era atrair a atenção da indústria fonográfica, mas "Babylon dungeon sessions" não rendeu muito frutos (pelo menos momentaneamente).
Apesar de sempre querer distanciar-se profissionalmente da memória paterna, foi num tributo ao seu falecido pai, chamado "Greetings from Tim Buckley" na igreja de St. Ann's Church no Brooklyn, que Jeff começou a chamar a atenção. Jeff, inicialmente, rejeitou o convite, pois não gostava da idéia do tributo ser um trampolim para a sua carreira, mas no fim, acabou cedendo às pressões do organizador do evento, Hal Willner (mais tarde, Jeff declarou que a sua participação no tributo foi uma maneira de prestar seus últimos pêsames ao pai, pois ele não havia ido ao seu funeral e nunca tinha se esforçado para conversar com ele; fatos que o incomodavam muito). Mas o mais importante disso tudo, é que foi, justamente, nesse evento, que Jeff resolveu cantar pela primeira vez em público, mostrando todo esplendor de sua voz ao mundo. Sua apresentação (que foi realizada em parceria pelo então, guitarrista experimental, Gary Lucas) incluiu versões de "I never asked to be your mountain", "Sefronia – The king's chain", "Phantasmagoria in two" e uma performace acústica e em à capela de "Once I was" a qual deixou todos boquiabertos.


Entusiasmado com o inesperado e extraordinário sucesso, Jeff resolve retomar o processo de composição e gravação de novas músicas, contando novamente com a parceria do guitarrista Gary Lucas, o que resultou nas canções "Mojo pin" e "Grace". Nesse meio de tempo (por volta do ano de 1991), Jeff é convidado por Gary (que ficou impressionadíssimo com a sua voz) para integrar-se a sua banda, a "Gods and monsters". Jeff, inicialmente, aceita o convite, mas, um dia após a banda estrear oficialmente, decide largá-la, alegando que a sua participação na banda poderia restringir as suas ambições musicais.
Após a sua repentina decisão (que foi tida como uma baita idiotice pelos agentes e produtores da Imago Records; a gravadora que assinou contrato com a banda de Gary), Jeff começa a se apresentar em vários clubes e cafés da baixa Manhattan, mas é no café irlandês, chamado Sin-é, que ele encontra, praticamente, a sua nova casa. Lá, apesar da pequena platéia, Jeff consegue bastante prestígio, devido ao seu imenso talento e também pelo seu repertório eclético que inclui covers de The Smiths, Judy Garland, Elton John, Bad Brains, Led Zeppelin, Robert Johnson entre outros, bem como músicas do seu álbum demo "Babylon Dungeon Sessions".
Em poucos meses, Jeff atrai a admiração de multidões e a atenção de executivos de diversas gravadoras, e assim, acaba assinando, em outubro de 1992, um contrato milionário com a gravadora Columbia Records, que culminou na gravação do álbum "Grace" (que mais tarde, se tornaria um álbum clássico para todos afixionados por "down rock").
Mas sua trajetória, infelizmente trágica, nos prova mais uma vez, que aquele antigo ditado, de que "os bons morrem cedo", é verdadeiro.


Até hoje, não se sabe, o que realmente ocorreu com Jeff, na manhã do dia 29 de maio de 1997, nas caudalosas águas do Wolf River. Tudo o que se diz, não passa de mera suposição ou especulação da mídia, tentando vender a idéia (que infelizmente, em nossos tempos, é bastante lucrativa) de que Jeff tenha cometido suicídio. A única coisa que posso dizer sobre esse acontecimento lastimável (e que considero a única verdade que obteremos, a não ser a que Keith Foti presenciou) é que o bardo (me desculpe os "doutos" pelo arcaísmo, mas me refiro ao significado mais sublime da palavra), Jeff Scott Buckley, teve que "buscar a morte para encontrar a vida".
É! Jeff se foi, mas a sua obra não, e o seu primeiro e único álbum de estúdio, lançado em 23 de agosto de 1994, intitulado "Grace" é a maior prova disso, sendo até hoje, reverenciado como um dos melhores álbuns, tendo influenciado músicos como Thom Yorke do Radiohead, Björk, Chris Cornell do Soundgarden e Audioslave, Chris Martin do Coldplay e até veteranos como Jimmy Page e Robert Plant do Led Zeppelin, Bod Dylan e Bono do U2, o qual, quando interpelado sobre o músico por uma uma revista especializada em música, fez a seguinte declaração: "Jeff Buckley é uma gota cristalina num oceano de ruídos". Para simplificar (coisa que não é tão fácil assim ao se falar da obra de Jeff), "Grace" é uma obra-prima do rock, ou melhor, "a perfeição audível" (mas isso tudo não passa de singelas palavras perante a grandiosidade indubitável que é "Grace").
Confesso que conheci Jeff e a sua monumental obra, assim, meio que por acaso. Na verdade, já tinha ouvido as músicas dele muitas vezes, sem saber. Mas foi, mais especificamente, na trilha sonora do filme "Vanilla sky" (com a música "Last goodbye") e do seriado "The O.C.: um estranho no paraíso" (com a música "Hallelujah", tocada no último episódio da primeira temporada), que essa voz estridente, peculiar, melancólica, intensa, doce (ou melhor ainda... etérea) passou a ter nome para mim. "É! Um tal de Jeff num sei o que lá" (era o que eu dizia até então) me encantou desde a primeira vez em que eu o ouvi (acho que talvez... pela sua forma sincera e apaixonada de cantar).
Mas voltemos a falar do álbum.


Realmente não tinha a menor idéia de como faria essa resenha (a única certeza que tinha, é que queria que ela, pelo menos, chegasse aos pés da beleza adônica de "Grace"); então, depois de muito pensar, cheguei a conclusão de que a única maneira de conseguir isso é da forma mais sincera possível, falar da minha impressão (muitas vezes intimista) sobre cada uma das dez músicas do álbum, bem como, a da real intenção que Jeff teve ao compô-las ou mesmo em regravar algumas delas. De uma maneira um tanto que simplória poderia dizer que as dez músicas são grandiosas, imponentes e alucinantes, o que poderia parecer um pouco redundante da minha parte (para não dizer, chato mesmo), mas isso não é mais uma especulação, caro leitor, é um fato, e digo mais: "as dez músicas são capazes de provocar o mais íntimo dos arrepios ou o mais discreto dos suspiros". Duvidas? Então ouça e comprove por si mesmo.
O álbum desperta, ou melhor, perde-se pelo sonho com a épica "Mojo pin", na qual Jeff demonstra todo o seu alcance vocal, que vai crescendo pouco a pouco, ao longo de seus quase seis minutos de duração, até se explodir e transbordar com um fervor emocional como pouco se vê, acompanhada da construção meticulosa de harmonias intrigantes.
Homónima e messiânica, "Grace", segunda faixa do álbum, nos envolve novamente em belas melodias, com uma complexa e elegante mistura de soul, gospel e rock, funcionando como uma verdadeira plataforma para um mundo paralelo. A voz de Jeff desabrocha, imensamente bela e repleta de vida, com um toque divino. Acompanhá-lo resultará numa inevitável perda de fôlego; ouvi-lo também, pois a canção tem como tema principal, a morte, um detalhe que pode passar despercebido devido à beleza harmônica que ela nos fornece.

"Bem, a minha hora está chegando,
e eu não tenho medo de morrer.
Minha fraca voz entoa o amor,
mas ela chora ao estalo do tempo."

"Oh tempo! aguarde no fogo.
E ela chora no meu braço,
andando ao brilho das luzes na aflição.
Oh! beba um pouco de vinho,
nós dois podemos ir amanhã"

"Oh meu amor!
E a chuva está caindo,
e eu acredito que minha hora chegou.
Isto me lembra da dor que devo deixar pra trás."

"E eu sinto chamarem meu nome,
Tão fácil de saber e esquecer com esse beijo.
Eu não tenho medo de ir, mas vou tão devagar..."

(É Jeff! nós sabemos).


O jogo de guitarras nos leva até "Last goodbye" (maior sucesso comercial do álbum, talvez pela sua similariedade sonora ao grunge... talvez! quem sabe...), uma canção ao mesmo tempo triste e bonita, amarga e consciente, pois compreende em si, a complexa e dolorosa sensação do morrer de amar, do afastamento inevitável, nos fazendo pensar no que realmente significa o amor.

"Esse é nosso último adeus.
Odeio sentir que o amor entre nós morreu.
Mas está acabado.
Apenas escute e depois eu irei embora."

"Você me deu mais por que viver,
mais do que você saberá.
Beije-me, por favor.
Mas me beije pelo desejo,
não pela consolação."

"Sim, esse é o nosso último abraço.
Devo eu sonhar e ver sempre o seu rosto?
Por que a gente não consegue ultrapassar esse muro?
Bem, talvez seja por que eu nunca te conheci mesmo."

A guitarra inicia “Lilac wine” como um soprar do vento numa noite deserta (é arrepiante o seu "falso" minimalismo). Numa toada quase fantasmagórica, Jeff leva-nos para um mundo entristecido, de amores perdidos e de insatisfação.

"Bebo muito mais do que devo beber,
porque isso me leva de volta pra você.
Isso me faz ver o que quero ver,
e ser o que quero ser.
Quando eu penso mais do que quero pensar,
faço tantas coisas que nunca deveria fazer."


Essa canção foi escrita por James Shelton, tendo passado, inicialmente, pela voz de Nina Simone e Elkie Brooks até encontrar o encanto de Jeff.
"So real" foi composta por Jeff em parceria com Michael Tighe, guitarrista da banda e se constitui numa fábula romântica urbana, daquelas que nos fazem suspirar por dentro.

"Oh! foi tão real,
e eu não consegui acordar do pesadelo,
que me envolveu e me pôs para baixo."

"Amor, me deixe dormir esta noite no teu sofá,
e lembrar o cheiro do tecido do teu vestido de sair."

Passam dez segundos de silêncio e ouve-se Jeff exalar com os pulmões descontraídos. Quase que podemos senti-lo fechar os olhos para começar a sua interpretação de "Hallelujah", uma versão do clássico de Leonard Cohen. A letra é uma deambulação carregada de beleza sobre o amor, a tristeza e uma religiosidade latente que nos arranca do solo. "Hallelujah" é uma lágrima em forma sonora; brilhante e emotiva.

"Querida, eu já estive aqui antes,
eu vi este quarto, eu andei neste chão.
Eu vivia sozinho antes de conhecer você."

"Talvez haja um Deus lá em cima,
mas tudo que eu já aprendi sobre o amor,
é que ele não é uma marcha da vitória,
é um frio e sofrido, aleluia."

"Lover, you should’ve come over" nos arranca do peito as palavras e nos deixa rendidos. Está nela a obra-prima da escrita e o pulsar amoroso de Jeff, de maneira simples e épica.

"Olhando pela porta,
eu vejo a chuva cair sobre os seguidores do funeral.
Desfilando num velório de tristes relações,
enquanto seus sapatos,
se encharcam com a água."

"Talvez eu seja jovem demais,
pra impedir um bom amor de desandar.
Mas esta noite eu só tenho você na minha cabeça
(e você nunca saberá)."

"Estou completamente acabado
e faminto por seu amor,
mas sem jeito de saciar essa fome.
Onde está, minha criança?
Você sabe o quanto eu preciso."

"Às vezes um homem perde o rumo,
quando ele acha que o melhor que faz é se divertir.
Cego demais pra perceber as besteiras que faz.
Às vezes um homem tem que acordar pra vida,
e se mancar que ele não tem ninguém."

"Então eu esperarei por você,
esperarei ansiosamente.
Terei a chance de ver o seu doce retorno?
Ah! será que aprenderei um dia?"

"O quarto é solitário e a cama está pronta.
A janela aberta, deixa a chuva entrar.
Ardendo no canto está o único que ainda sonha,
sonha com você por perto."

"Meu corpo se contorce e implora por um descanso que nunca virá.
Ainda não acabou, dou meu reino por mais um beijo nela.
Ainda não acabou, toda minha fortuna pelos sorrisos dela quando eu dormia em seus braços.
Ainda não acabou, todo meu sangue pela doçura da gargalhada dela.
Ainda não acabou, ela é a lágrima que escorre da minha alma eternamente."

"Sim, eu sinto que sou muito jovem pra suportar tudo isso,
mas velho demais pra jogar tudo pro alto.
Muito burro, surdo e cego pra perceber o estrago que causei."

"Doce amor, você deveria voltar.
Oh amor, eu vou te esperar.
Amor, você deveria voltar,
porque ainda dá tempo."


"Corpus christi carol" é uma lenda em forma de canção e sua origem remonta ao século XVI.
Na verdade, "Corpus christi carol" apareceu, pela primeira vez, em um manuscrito escrito em 1504 por um aprendiz de merceeiro, chamado Richard Hill. Há uma certa controvérsia sobre o seu real significado, mas alguns acreditam que ela se refira, de maneira alegórica, à crucificação de Cristo ou a execução de Anne Boleyn, esposa de Henrique VIII Tudor, rei da Inglaterra ou que ainda esteja envolvida com a "lenda" do Santo Graal.
"Eternal life" se insere numa sonoridade alternativa, sem pretensão de soar como tal, num embalo entre as guitarras sujas do grunge e o olhar crítico e enraivecido de Jeff sobre o homem e os seus feitos.

"O que é o amor?
Onde está a felicidade?
O que é uma vida?
Onde está a paz?"


Por outro lado, "Dream brother" é um conselho, um aviso e uma partilha. A percussão e a guitarra, que flutua com simplicidade, ajudam a criar um ambiente ritualístico que se mantém até aos últimos segundos.

"Porque eles estão esperando por você,
como eu esperei pelo meu,
e ninguém nunca veio..."

Quer habitem na memória, no inconsciente ou no fervor das emoções, estas são dez músicas que se infiltram no sangue, no espírito e na alma. Talvez possamos lamentar a impossibilidade de conseguirmos beber mais um trago do talento de Jeff Buckley (e isso me deixa, frustradamente, sedento). Mas sempre que nos fizermos acompanhar por "Grace", com os olhos semicerrados, Jeff Buckley terá conseguido encontrar, indubitavelmente, uma "eternal life".


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Artista: Jeff Buckley
Álbum: Grace
Ano: 23 de agosto de 1994
Gênero: rock alternativo
Gravadora: Columbia Records
Produtor: Andy Wallace
Número de discos: 1
Número de faixas:
10
Duração:
51:44
Formatos: fita cassete, LP, download digital
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Faixas:
01 - Mojo pin
02 - Grace
03 - Last goodbye
04 - Lilac wine (Nina Simone cover)
05 - So real
06 - Hallelujah (Leonard Cohen cover)
07 - Lover, you should've come over
08 - Corpus christi carol (for Roy Rollo) (Benjamin Britten cover)
09 - Eternal life
10 - Dream brother

Uma ressalva importante é que em 2004 foi lançada uma edição estendida do álbum "Grace", em comemoração aos seus 10 anos de lançamento, contendo um disco bônus, o qual recebeu o subtítulo de "Grace: legacy edition".

"Um guitarrista tem uma orquestra em suas mãos."
Jeff Scott Buckley